sábado, 17 de novembro de 2007

Nossa existência é o nosso papel neste mundo.


É fácil falar "Nossa, não tenho nada para fazer".
Mas isso é reflexo de nossa mente quadrada, na qual "tudo tende ao tédio".

Não tem o que fazer? Vá buscar sabedoria!
Se você é estudante, certamente tem algo a estudar.
Se você trabalha, certamente há algo para se aprofundar em seu trabalho.
Se você não faz absolutamente nada na vida, você pode buscar sabedoria afim de fazer algo na vida.
Se você já fez coisas demais na vida, a sabedoria pode estar nas mínimas coisas, como pesquisar "a última lei aprovada pela Câmara", procurar "quem ganhou o prêmio nobel da paz do ano passado" ou, simplesmente plantar-se em frente a TV para assistir o canal "Futura", ou o "Cultura".

Qualquer uma dessas ações irá lhe mostrar que sempre há o que fazer.
Mas nossa necessidade de se entediar reprime qualquer uma dessas e acha mais prático apenas dizer "Não tenho nada para fazer".
E é "não tendo nada para fazer" que não encontramos cura para AIDS, Câncer, e deixamos cada dia mais seres e mais seres morrendo dia-pós-dia.
E é por isso que citei sabedoria como "passatempo". Porque muitos de nós deixaremos descendentes, e estes sofreram os nossos erros para com a nossa geração.

Nós somos uma obra-de-arte. Design, Arquitetura, Engenharia.
Tudo isso junto, e então nos formamos.
Acreditar ou não que o papel de criar o primeiro de nós foi de uma força superior, fica a critério de cada um.
Não diria que os ateus não tem fé. Eles têm sim, talvez até mais que os cristãos. Porque tem de acreditar MUITO na teoria de não existir força superior alguma, mesmo olhando ao redor e vendo o mar, o céu, e coisas que homem sequer projetaria.
Mas se você não quer acreditar nisto, ao menos crie algo para servir-lhe de superego, e ao mesmo tempo de incentivador.
Alguém que consiga reprimir você de fazer atos que você não suportaria as futuras conseqüências, mas que ao mesmo tempo lhe estimule a continuar vivendo e arriscando, quando necessário.

Do mesmo jeito que é importante saber do passado do Brasil para entender seu atual governo, sua atual constituição, economia, dentre outros, também é importante saber o passado da humanidade para entender porque hoje somos assim.
Mas as provas concretas que provarão nosso passado serão poucas o bastante para nós termos convicta certeza em determinadas hipóteses. Então, cada um terá de acreditar em algo, ou simplesmente ignorar o seu passado.
Porém, ignorar seu passado é o mesmo que ignorar a si mesmo. E não creio que você goste de ser ignorado pelos outros, quanto mais por si próprio, ou estaria errado?

"Je suis et resterai
À tout ce que la vie fera
Dans mon âme et Je le resterai
Si le temps m'en était donné
Je suis et resterai
Fidèle à tout ce qui se doit

C
omme à ma vie, je le resterai
Si le temps m'en était donné"
Je suis et je resterai - Leslie

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Quem sou eu?


Como você gasta seu tempo?

A maioria das pessoas vive como computadores: suas tarefas são programadas, você as realiza, e ao chegar em casa à noite vai dormir sem ao menos questionar porque faz isso. Você já se perguntou como devemos viver? Muitas pessoas levam seus dias como algo normal, como um dever a ser cumprido; Quando, na verdade, nem sabe porque vive ou porque faz certas coisas.

→ Será que existe um sentido ou uma força maior por de trás de tudo o que ocorre?

Você nasce numa família de católicos, aprende a rezar, quando faz seus 12 anos é catequizado, com 15 é crismado, casa-se numa igreja católica, quando sua mulher está na maternidade você chama por Deus para que o parto seja tranquilo, quando sua mãe morre você reza para que ela encontre a paz ao lado de Deus, e você morre.. e nem ao menos questionou porque você acredita nessa religião. Em toda a sua vida você sempre esteve tão cheio de coisas pra fazer (jogar bola, trabalhar, ir ao cinema..) que nem parou pra pensar em quem ou o que é Deus, ou se ele realmente existe.

→ Como tudo surgiu?

As religiões explicam de diferentes formas como o mundo surgiu, a ciência também tenta, a medida do possivel, explicar esse fato. E você? Já pensou como tudo surgiu? Já parou pra pensar que o nosso planeta é só mais um entre milhares de planetas que existem? Ou simplesmente aceita que o universo é algo que sempre existiu?

→ E você?

Quem você é? Você já se perguntou de frente ao espelho quem você era? Será que se você tivesse outro nome mudaria tudo?



As pessoas passam a vida toda ocupadas com tantas coisas inúteis que nunca param pra pensar nessas questões. Eu não vim aqui pra responder essas perguntas, cabe a você respondê-las e formar sua idéia de mundo e vida. Estou aqui apenas para dar um empurrãozinho a você..
Mas, se quiser continuar no comodismo de ver a vida passar sem perguntar ao menos porque ela começa, passa e acaba.. é um direito seu.









sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Mudanças


A única constante existente na vida é a inconstância.

Penso. Logo.. mudo!

Não é por acaso que o homem se destacou entre os demais animais. O fato é que pensamos, e como consequência somos capazes de mudar-nos e mudar o mundo.

A cada segundo as pessoas mudam, e se alguém muda o mundo muda junto. Viver é fazer, se fazemos algo muda, e se há mudanças há amadurecimento. Isso é a vida, uma inconstante necessária à todos nós... Ou você acha que conseguiria viver em um mundo previsivel?

O lado positivo e o negativo das mudanças.

A vida sempre lhe dá um leque de escolhas e nem sempre você sabe se o caminho pelo qual optou era o mais certo. Nessas horas você deve analisar os fatos com outros ângulos, para isso você precisa mudar. A mudança vem como um óculos, e faz com que veja com nitidez o que antes estava desfocado. E se você perceber que de fato, tinha feito a escolha certa, muda novamente.. e passa a ser o que era antes.

Também há casos em que a mudança vem como uma moda (isso quando não vem junto dela), as pessoas mudam por tendencias da sociedade. Mudam e nem sabem o por que. Com sorte a mudança será positiva, ... porém na maioria das vezes só atrasa a vida das pessoas. E mesmo assim não diria que essa mudança é negativa. Afinal, é mudando que adquirimos experiência. E experiência é conhecimento.

"Mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá.." Chico Buarque

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Vida móvel...


Eu sou. Eu era. Eu serei.
O verbo "ser" é uma das maiores provas das mudanças pelas quais passamos.
Face. Vestes. Porte. Arredores.
Tudo muda. Nós mudamos. O mundo muda.

"Eu sei que tudo muda, muda
Tudo muda em segundos,
Eu sei que tudo muda, muda,
Porque assim é o mundo,

Eu sei que tudo muda, muda,
T
udo vai mudar em todo lugar,
Mesmo sem perceber...
Tudo muda em você."
Tudo Muda - Pokémon

Há diversos fatores que mudam o modo de nos vestirmos, dentre eles : geração, crenças, estilos pré-definidos, etc.

Vivendo nos anos 80, você usaria visuais estravagantes e chamativos. Costumava-se estar sempre preparado para uma boa danceteria. Além de roupas mais cobertas e que optavam por não mostrar as curvas femininas, ao menos a maior parte das vezes.

Vendo as roupas de hoje, há enormes variedades. Desde as roupas escandalosas (mais utilizadas pelos "na moda"), como roupas sem compromisso algum. Mas 90% das roupas femininas tornaram-se provocantes e sensuais. E as mulheres em si tornaram-se mais liberais. Os homens vão abandonando cada vez mais os shorts para optar pelas calças...

Se considerarmos religiões restritas (como é o caso dos muçulmanos), as mulheres têm de ficarem todas cobertas.
E grande parte da região Oriental da Terra é assim.

Mas será que esses costumes ainda durarão por muito tempo?

Mudanças. Mudanças. Mudanças.

Cabelos Grandes. Cabelos Curtos. Cabelos Azuis. Cabelos Rosas. Cabelos Castanhos. Cabelos Loiros.
Na minha opinião, o que mais notarei de cara se uma pessoa fizer alguma mudança é o cabelo.
Pode vir silicone, plástica, lente de contato, aparelho... para mim o cabelo é o que mais chama a atenção.

E por que as pessoas costumam cortar tanto o cabelo? Para se sentir mais "elas mesmas"?
Creio que talvez possa ser uma das respostas. Mas se pensarmos de um modo filosófico.
O cabelo é uma das únicas partes do corpo que volta a ser como era antes (ou quase isso) em não muito tempo.
Você pode fazer o maior dos estragos que em torno de alguns meses você estará apto a tentar outra vez.

Mudanças. Mudanças. Mudanças.

Nós crescemos e mudamos nosso jeito.
Seja por testosterona, estrógeno, coerções sociais ou decisões próprias.
O fato é que nosso corpo muda. E nós mesmos mudamos o modo de agir.
Andamos mais confiantes (ou menos). Falamos com mais convicção (ou menos) e com uma voz diferente.
Nossa aparência vai deixando de ser de uma criança para tomar uma forma mais detalhada.
Ficamos mais gordos ou mais magros. Crescemos excessivamente, ou mantemos nossa altura. Pés, Pernas, Braços, Mãos mudam.
Mudamos também o nosso psicológico. Nós passamos a nos tornar mais calmos (ou o mundo passa a nos estressar mais). Nós ficamos mais compreensivos (ou não). O que antes considerávamos inaceitável não nos é mais, largando todos os pré-conceitos.
Às vezes por opção própria. Às vezes por necessidade da sobrevivência.

Mudanças. Mudanças. Mudanças.

O mundo muda. A Globalização. A Industrialização. Os focos de atividade mudam.
Os sonhos tornam-se diferentes. O ar vai sendo cada vez menos aproveitado e as pessoas passam a se reservarem à uma significância mínima.
As relações menos sólidas, e facilmente quebradas. O mundo vai se tornando uma farsa.
Se as mudanças do mundo são boas ou ruins não importa. Apenas importa que são mudanças.
E que vão continuar mudando... mudando... muda
ndo...

"When I was 7 They said I was strange
I noticed that my eyes and hair weren't the same
I asked my parents if I was OK
They said you're more beautiful
[...]
There was a time when I felt like I cared
That I was shorter than everyone there
People made me feel like life was unfair
And I did things that made me ashamed
Cos I didn't know my body would change
I grew taller than them in more ways
But there will always be the one who will say
Something bad to make them feel great"
Ugly - Sugababes

"História da Zefinha"

Zefinha era uma garota tímida. Sempre "na dela", optava por não se envolver com a vida dos outros. Tratava todo mundo por igual, com seus "bom dia", "tchau" e outros cumprimentos. Poucos possuiam mais intimidade. Não ia além, e conseguia conviver assim.
Até que vieram até ela e falaram: "Menina, você é muito babaquinha. Porque não muda? Deixa de ser essa lerda que és. Não vê que ninguém gosta de você!?"

Zefinha cortou o cabelo e o pintou de rosa, colocou um piercing no nariz, comprou um tênis allstar. Passou a usar maquiagens exageradas e não ligou para o estudo... por um tempo.
A sala se tornou um zefinhacentrismo, onde tudo girava em torno da garota. Ela ganhou fama e todos gostavam dela.

Sua família estranhou o porquê de Zefinha ter modificado por completo em tão curto espaço de tempo, mas a aceitou do mesmo jeito.

Passou algumas semanas.

Zefinha deixou o cabelo crescer, pintou de uma cor quase igual à original, voltou à usar seus tênis fora-de-moda. Ia ao colégio arrumada, mas de um modo que sua face não se destacasse da multidão. Voltou a estudar, sem "se matar", mas com intensidade o bastante para tirar boas notas.

Das 40 pessoas que rodeavam Zefinha, apenas 6 continuaram junto dela após a nova repentina mudança. Das 6, 2 andavam com Zefinha desde quando ela não era popular. 2 costumavam andar e pararam durante o seu período popular, e 2 passaram a andar quando ela tornou-se popular e continuaram mesmo ela voltando com seu jeito.

Às vezes precisamos fazer mudanças em cima de outra mudança. Mudamos para tentar nos sentirmos melhores, mas se for visto que nosso pensamento estava equivocado, que mudemos de novo! É só fazendo testes que se chega à estabilidade.

Zefinha passou por 3 fases. Talvez ela pudesse hesitar em passar pela segunda, porém sem ela não haveria a consciência de que seu "antigo" jeito era o que mais lhe agradava.

Au Revoir, mes amis! ;)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

O Amor


→ O amor homem/mulher:

"Não é sem frequência que, à tarde, chegando à janela, eu vejo um casalzinho de brotos que vem namorar sobre a pequenina ponte de balaustrada branca que há no parque. Ela é uma menina de blue jeans e num suéter folgadão, os cabelos puxados para trás num rabinho-de-cavalo que está sempre a balançar para todos os lados; ele, um garoto de, no máximo, dezesseis, esguio, com pastas de cabelos a lhe tombar sobre a testa e um ar de quem descobriu a fórmula da vida. Uma coisa eu lhes asseguro: eles são lindos, e ficam montados, um em frente ao outro, no corrimão da colunata, os joelhos a se tocarem, os rostos a se buscarem a todo momento para pequenos segredos, pequenos carinhos, pequenos beijos. São, na sua extrema juventude, a coisa mais antiga que há no parque, incluindo velhas árvores que por ali espaçam sua verde sombra; e as momices e brincadeiras que se fazem dariam para escrever todo um tratado sobre a arqueologia do amor, pois têm uma tal ancestralidade que nunca se há de saber a quantos milênios remontam.

Eu os observo por um minuto apenas para não perturba-lhes os jogos de mão e misteriosos brinquedos mímicos com que se entretêm, pois suspeito de que sabem de tudo o que se passa à sua volta. Às vezes, para descansar da posição, encaixam-se os pescoços e repousam os rostos um sobre o ombro do outro, como dois cavalinhos carinhosos, e eu vejo então os olhos da menina percorrerem vagarosamente as coisas em torno, numa aceitação dos homens, das coisas e da natureza, enquanto os do rapaz mantêm-se fixos, como a prescrutar desígnios. Depois voltam à posição inicial e se olham nos olhos, e ela afasta com a mão os cabelos de sobre a fronte do namorado, para vê-lo melhor e sente-se que eles se amam e dão suspiros de cortar o coração. De repente o menino parte para uma brutalidade qualquer, torce-lhe o pulso até ela dizer-lhe o que ele quer ouvir, e ela agarra-o pelos cabelos, e termina tudo, quando não há passantes, num longo e meticuloso beijo.

- Que será - pergunto-me eu em vão - dessas duas crianças que tão cedo começam a praticar os ritos do amor? Prosseguirão se amando, ou de súbito, na sua jovem incontinência, procurarão o contato de outras bocas, outras mãos, de outros ombros? Quem sabe se amanhã quando eu chegar à janela, não verei um rapazinho moreno em lugar do louro ou uma menina com a cabeleira solta em lugar dessa com os cabelos presos?

E se prosseguirem se amando - pergunto-me novamente em vão - será que um dia se casarão e serão felizes? Quando, satisfeita a sua jovem sexualidade, se olharem nos olhos, será que correrão um para o outro e se darão um grande abraço de ternura? Ou será que se desviarão o olhar, para pensar cada um consigo mesmo que ele não era exatamente aquelo que ela pensava e ela era menos bonita ou inteligente do que ele a tinha imaginado?

É um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado... Esqueço o casalzinho no parque para perder-me por um momento na observação triste, mas fria, desse estranho baile de desencontros, em que frequentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela soubesse, suas mãos sem querer se tocarem, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram.

E é então que esqueço de tudo e vou olhar nos olhos de minha bem-amada como se nunca a tivesse visto antes. É ela, Deus do céu, é ela! Como a encontrei, não sei. Como chegou até aqui, não vi. Mas é ela, eu sei que é ela porque há um rastro de luz quando ela passa; e quando ela me abre os braços eu me crucifico neles banhado em ternura; e sei que mataria friamente quem quer lhe causasse dano; e gostaria que morrêssemos juntos e fôssemos enterrados de mãos dadas, e nossos olhos indecomponíveis ficassem para sempre abertos mirando muito além das estrelas."

Vinicius de Moraes.

E qualquer palavra que agora eu diga, nada acrescentará ao tudo já dito antes.

Amor de irmão: seja de sangue, ou não.

"Entre o preto e o branco, o azul

Entre vacilos e máscaras coloridas
Entre personagens e horas esquecidas
Me perdi.
Oscilei durante anos,
Para mim fiz muitos planos
Nada levei adiante.
Apenas uma alma inconstante,
Destemida e errante.

Andei por estradas desconhecidas
Conheci do mundo seus desenganos
Tropecei em vis humanos
Mas não parei de andar.
Ganhei lembranças apagadas, algumas lágrimas
E um coração emendado.
Mas não hesitei caminhar
E continuei a vagar.

Mãos e passos vazios
Confesso, só, senti frio
Mas nada que não pudesse agüentar
Aprisionei corpo e mente num quarto escuro
À noite sentia-me em apuros
Mas logo o dia chegava,
e guardava mais um pesadelo noturno.

Às vezes temi o futuro
E procurei na sociedade o seguro,
Só encontrei corações fechados.
Fez de mim um mundo isolado
E das noites,
Meu fiel namorado
A quem confessava meus sonhos.

Ao raiar o dia
Tornava-me fria
E de longe observava a sociedade
Mas o longe tornou-se perto
Conheci corações abertos
Pelos quais deixei-me arriscar
E entre o branco e o preto, encontrei o azul
Que teimou em me acompanhar.

Fiz-me cega durante um tempo
Mas reconheci a dor de tanto isolamento
E aceitei prosseguir acompanhada
Construindo laços e os meus sonhos vivendo.
Hoje percorro virgens estradas
E no escuro ainda sinto medo
Porém, caminho de mãos dadas."

Thalita.

Há irmãos e irmãos, aqueles que a gente não escolhe.. e com sorte, são pessoas com quem nos damos muito bem, aprendemos e ensinamos, acertamos e erramos, e é a eles que dedicamos metade de nossos risos e metade de nossas "raivas".. raivas porém, que logo passam e tornam-se um dos casos que entre mil risadas vocês contam entre amigos.

E também há irmãos que a vida nos permitiu escolher. E esses, também são dificeis de encontrar..

Não sei te dizer como a gente encontra ou reconhece um irmão, mas eu sei que quando eu olho para os meus o sorriso pecorre minha face como o trem pecorre o trilho com a certeza de seu caminho. E sei que eu brigaria com o mundo todo por eles, e que se um deles me pedem uma besteira se quer, minhas pernas fraquejam só de eu imaginar negar o pedido. E o que mais sei é que não esqueço nunca dos momentos em que a face enrubesceu ao ver o sorriso de um deles ao me ver, e da lágrima que escondi ao escutar um deles suplicando para que eu ficasse mais.

Qual desses amores mais importa?

eu não ousaria responder!

O amor é singular, e sua importância ultrapassa as medidas ou as palavras.

Meus irmãos eu já encontrei, meu outro amor.. creio eu que já ande ao meu redor.. e quando eu encontrá-lo eu vou poder cantar a música de Los Hermanos =]

"Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
e o quanto levou foi pra eu merecer
antes um mês e eu já não sei
e até quem me vê lendo jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
e ninguem dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
do nosso amor
a gente é que sabe pequena
ahh vaii
me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém
afim de te acompanhar
e se o caso for de ir a praia
eu levo essa casa numa sacola..
eu encontrei-a e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
você me falou
pra eu não me preocupar
ter fé e ver coragem no amor
e só de te ver
eu penso em trocar
a minha tv num jeito de te levar
a qualquer lugar
que voce queira
e ir onde o vento for
que pra nos dois
sair de casa ja é
se aventurar
ahh vaii
me diz o que é o sossego que eu te mostro alguem
afim de te acompanhar
e se o tempo for te levar eu sigo essa hora
eu pego carona
pra te acompanhar"